segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Menina vegetariana adota peru para salvá-lo da ceia de Natal

Redação RedeTV!

             

A irlandesa Athena Bryson, de seis anos, escolheu um inusitado presente de Natal: adotar um peru para salvá-lo de virar refeição na ceia.

Ao "Belfast Telegraph", a mãe Melissa Bryson contou que a filha é apaixonada pelos animais e, aos cinco anos, tornou-se vegetariana para preservá-los. A decisão da menina não foi influenciada pela família, já que os pais e o irmão comem carne. "Ela não gosta de bonecas e brinquedos. Ela ama os animais e nos disse que, neste ano, queria salvar a vida de um peru", explica Melissa. 

O animal de estimação ganhou o nome Valerie Lucky (Valerie Sortuda, na tradução do inglês), e irá passar os próximos anos com a família, bem longe do forno. 

Athena, que irá comer vegetais na ceia de Natal, pretende tornar-se veterinária no futuro.

                      


 
                                

domingo, 6 de dezembro de 2015

Macarrão com gorgonzola

Ingredientes
  • Um pacote de macarrão, tipo a escolher (ou menos, dependendo da quantidade de pessoas)
  • Uma caixinha de creme de leite
  • Leite
  • Um pedaço de queijo tipo gorgonzola
  • Azeite

 Modo de Preparo
  1. Cozinhe a massa escolhida da forma tradicional, em água fervente com um pouco de sal (a quantidade depende da quantidade de massa que será cozida) e um fio de óleo;
  2. Para o molho, pique um pedaço de gorgonzola em pequenos pedaços;
  3. Derreta o gorgonzola em fogo baixo, em uma panela com um pouco de azeite;
  4. Misture a caixinha de creme de leite;
  5. Caso o molho fique muito grosso, misture um pouco de leite para dar o ponto;
  6. Jogue o molho sobre a massa.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Vegetarianismo - Peter Singer

A perspectiva de que devemos evitar comer carne ou peixe tem raízes filosóficas remotas.

Nos Upanishades (c. 1000 a.C.), a doutrina da reencarnação levava à abstenção de carne; Buda ensinava a compaixão por todas as criaturas capazes de ter sensações; os monges budistas não podiam matar animais nem comer carne, a menos que soubessem que o animal não havia sido morto por sua causa; o jainismo pregava a ahimsa, ou a nãoviolência em relação a qualquer criatura viva e, portanto, a não ingestão de carne.

Na tradição ocidental, o Gênesis sugere que os primeiros seres humanos eram vegetarianos e que a permissão para comer carne só teria sido dada após o dilúvio. A partir daí, o vegetarianismo encontra pouco apoio nas escrituras judia ou cristã, ou islâmicas. O vegetarianismo filosófico, por sua vez, foi mais forte na Grécia e na Roma antigas; foi defendido por Pitágoras, Empédocles, Plutarco, Plotino, Porfírio e, em algumas passagens, Platão. Os pitagóricos abstinham-se de todo o alimento animal e isto se devia, em parte, à crença de que homens e animais partilham a mesma alma e, ao que parece, por considerarem esta dieta mais saudável. Platão partilhava parcialmente estas duas ideias. O ensaio de Plutarco, Sobre Comer Carne, escrito em fins do século I ou início do século II de nossa era, é um argumento detalhado em defesa do vegetarianismo, apoiando-se nas ideias de justiça e tratamento humano dos animais. 

O interesse pelo vegetarianismo ressurgiu no século XIX, devido a preocupações com questões de saúde e tratamento humano dos animais.

Entre os pensadores vegetarianos notáveis contam-se o poeta Percy Bysshe Shelley, Henry Salt (que escreveu um livro pioneiro na área, intitulado Direitos dos Animais), e George Bernard Shaw, que afirmou ter usado, em suas peças, as ideias que Salt lhe deu a conhecer. Na Alemanha, Arthur Schopenhauer insistia que, por razões éticas, deveríamos nos tornar vegetarianos, não fosse o facto de o género humano não poder existir sem alimento animal, "no norte"!

A partir dos anos 70, o vegetarianismo ganhou força a partir de três linhas de argumentação: saúde, ecologia e preocupação pelos animais. A primeira baseia-se numa afirmação mais científica que filosófica, e não será discutida aqui. As preocupações ecológicas em relação ao hábito de comer carne surgem da bem documentada ineficiência na criação de animais em larga escala, o que se aplica especialmente à agricultura intensiva, em que o cereal cresce em boa terra e alimenta animais confinados a ambientes fechados ou, no caso do gado, em campos de engorda sobrepovoados.

Boa parte do valor nutricional do cereal se perde no processo e esta forma de produção animal consume ainda grandes quantidades de energia.

Conseqüentemente, a preocupação pelo problema da fome no mundo, pela preservação da terra e pela conservação de energia fornecem uma base ética para uma dieta vegetariana, ou ao menos uma dieta em que o consumo de carne seja minimizado.

Os argumentos a favor de uma reavaliação do estatuto moral dos animais também têm apoiado o vegetarianismo. Se os animais têm direitos, ou se é apropriado que os seus interesses recebam a mesma consideração que nossos interesses, é fácil ver que há dificuldades em afirmar que estamos autorizados a comer animais não-humanos (mas não, presumivelmente, seres humanos, mesmo se em razão de algum acidente estes se encontrarem em uma condição mental semelhante à dos animais que comemos).

Estes argumentos éticos em defesa do vegetarianismo podem basear-se na perspectiva de que violamos os direitos dos animais quando os matamos para nos alimentar ou, em fundamentos mais utilitaristas, segundo os quais criar animais para nos servir de alimento causa-lhes mais sofrimento do que o benefício obtido com o consumo de sua carne.

Texto retirado de Oxford Companion to Philosophy, org. por Ted Honderich (OUP, 1995).

Tradução de Eliana Curado. Disponível em http://www.vegetarianismo.com.br.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

PROCON encontra formol em carnes da Friboi e empresa pode ser multada em até R$ 7 milhões

O Departamento Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON) do Paraná confirmou na tarde dessa terça-feira (1) que encontrou uma substância química conhecida popularmente como formol em amostras de carnes da empresa JBS-Friboi.
 
 
 
A carne foi processada em Naviraí, município distante 350 km de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. No mesmo dia em que o PROCON do Paraná confirmou a irregularidade, o governo do Mato Grosso do Sul deu R$ 1 bilhão em incentivos para que a empresa construa 4 novos frigoríficos no estado.
 
O PROCON instaurou processo administrativo para investigar o caso e, por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), propôs que a empresa reconheça o erro e pague uma multa que pode chegar a R$ 7 milhões.
Para a imprensa do Paraná, a comunicação da JBS-Friboi limitou-se a dizer que a substância química encontrada nas análises é produzida pela própria carne.
 
Análises de diversas outras marcas, no entanto, deram negativo para a substância encontrada nos produtos Friboi.
 
Embora proibido, o uso de formol para conservar carnes e leite têm se mostrado comum nos últimos anos. O formol é uma substância reconhecidamente cancerígena e sua ingestão traz diversos riscos à saúde.
 
Em outubro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a carne vermelha – mesmo sem formol – como “provavelmente cancerígena” (relembre aqui). Na mesma ocasião, as carnes processadas como bacon, salsicha, linguiça, presunto e outras foram classificadas como cancerígenas.
 
Portanto, além de ser a empresa que mais mata animais no mundo, ocasionando sofrimento inenarrável, a JBS-Friboi não parece ser aquela empresa confiável dos comerciais milionários da televisão.
 
 
Jornalista: Fabio Chaves                     

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

DICA DE FILME – Encare a sua comida

Quando eu postei aqui sobre o filme “Terráqueos”, algumas pessoas me disseram que não conseguiram assistir ao filme: algumas porque amam tanto os animais que não foram capazes de suportar a visão de tantas torturas; outras porque possuem animais de estimação e ficaram tocadas (e o filme começa logo pelos pets) e outros ainda porque consomem carne e preferem nem saber o quê se passa do lado de lá dos abatedouros.
 
Eu gostei tanto do filme, adquiri tantos conhecimentos sobre o assunto, vi tanta realidade que nunca queremos ver que, apesar do mal estar que ele causa, da repugnância, da compaixão pelos animais, eu achei que vale muito a pena: para quem não consome carne, por motivos óbvios e para quem consome, para repensar os seus hábitos.
 
Eis que na minha busca por mais informações sobre o assunto, me deparei com esse vídeo da PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), ONG norte-americana, “Face Your Food”, ou, em português, “Encare a sua comida”. O vídeo está disponível no Youtube.
 
Indico, para quem não conseguiu ver Terráqueos, que veja esse. É bem mais curtinho (menos de 4 minutos, contra 96min do outro) e apresenta as mesmas cenas fortes, chocantes, reais e tocantes em relação aos maus-tratos a que são submetidos os animais de todas as espécies, subjugados pelos seres humanos e tratados como simples mercadorias, para os mais diversos fins.
 
Faço minhas as palavras da ONG Peta e convido “encare a sua comida!”.


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Vegetarianos famosos: Horácio

O Horácio é uma personagem de história em quadrinhos publicado nas revistinhas da turma da Mônica.


Foi criado pelo Mauricio de Sousa em 2004 e o autor tem um carinho especial por ele.

Também, não poderia ser diferente: filhote de Tiranossauro Rex, sua espécie é carnívora, mas Horácio insiste em ser vegetariano.


Além de tudo, é gentil, amigo e preocupado em auxiliar o próximo.

Seu prato predileto é a “alfacinha”.

Inicialmente, ele havia sido abandonado ao sol e encontrado ainda dentro do ovo pelo personagem Piteco, que o levou para sua aldeia, Lem. Por ter arranjado problemas por lá, acabou expulso.

Vive em função de encontrar sua mãezinha, que, como costume de sua raça, o largou quando este ainda era um ovo.